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O que a sonda chinesa trará da lua em sua missão

Mais uma sonda chinesa, pousa na lua com sucesso

por: Bruno Sellmer - 03/12/2020

Tem sido comum nos últimos anos, sondas espacias visitarem planetas e asteróides. Marte tem sido vasculhada à décadas, por satélites em sua órbita e robôs na sua superfície.


Um novo robo, Mars Perseverance Rover, deve chegar em 18 de fevereiro no planeta vermelho equipado com instrumentos para, entre outras coisas, procurar por sinais de vida.

Recentemente 3 corpos menores também foram visitados, Em novembro de 2014 a sonda espacial Rosetta, da Agência Aeroespacial Européia, lançou a sonda Philae com objetivo pousar no cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko e estudar a superficie de um cometa pela primeira vez.


A missão foi bem sucedida em parte apenas. Philae acabou quicando na superfície do cometa e foi parar numa área pouco iluminada. Isso comprometeu o carregamento de suas baterias pelos painéis solares. Mesmo assim informações importantes foram enviadas da superfìcie de um cometa pela primeira vez.

O Japão foi o primeiro pais a coletar amostras de um asteroide com sucesso. Em fevereiro de 2019 a sonda Hayabusa 2 coletou amostras do asteroide Ryugu. Em 6 de dezembro deste ano as amostras devem fazer sua reentrada na atmosfera, protegidas por um receptáculo especial, e pousar no deserto de Woomera na Australia.

Os americanos, em outubro passado, também coletaram amostras do asteróide Bennu. Numa manobra extremamente bem sucedida quase meio quilo de amostras foram coletadas pela sonda OSIRIS-Rex e também já estão a caminho da Terra.

Uma missão está sendo preparada por um equipe internacional para visitar outro corpo celeste: o meteorito 16 Psique. 16 Psique é um dos mais densos corpos celestes de nosso sistema solar. Acredita-se que ele seja o que sobrou do núcleo de um planeta que não vingou. Provavelmente feito de ferro, níquel e ouro, o valor estimado de seus minerais é de 10 mil quatrilhões de dólares. Dinheiro suficiente para fazer cada habitante de nosso planeta multimilionário.

Mas uma coisa estas missões todas tem em comum. O longo tempo de preparação das missões e o tempo que ficam em ajuste uma vez que chegam a seus destinos, seja estudando um local de pouso, seja calibrando instrumentos para iniciarem as medições.

Interessantemente este não é o caso da sonda chinesa Chang'e-5 que pousou na lua no dia 01 de dezembro de 2020. Tendo o sol como única fonte de energia, ela precisa executar sua missão rapidamente porque em 15 dias o local onde ela está será noite, e assim permanecerá por muito tempo.

Dois dias após pousar com sucesso na superficie da lua, seus braços mecânicos já estão escavando a superfície lunar. Ela fará um buraco de quase dois metros, para, pela primeira vez, trazer amostras do subsolo de um corpo celeste.

Alias, neste momento Chang'e-4, outro robô chineses, está vasculhando a superfície do lado oculto da lua em busca de conhecimento científico.

Se de um lado estas missões trarão grande conhecimento científico, por outro lado elas também trazem conhecimento de base para futuras explorações comercias, como a mineração, destes corpos.

O primeiro milionário se ergueu com a industria do petróleo, o primeiro bilionário se ergueu com a industria da informação. Acredita-se que o primeiro trilionário se erguerá com a industria espacial.

Não se trata apenas de ciência. Países como Japão, EUA e China estão na frente deste novo mercado que vai muito além de colocar satélites na órbita.

Foto: CNSA


 


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